Notícias Bio/Geo


Manuscritos de "A Origem das Espécies" divulgados online pela primeira vez

Duas páginas originais do rascunho manuscrito de "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, foram divulgadas online pela primeira vez.

Além disso, foram ainda publicadas cartas e notas de leitura nunca antes vistas. Os documentos foram adicionados ao portal Darwin Online e podem ser lidas aqui.

"Darwin escreveu o primeiro rascunho de 'A Origem das Espécies' à mão. Mas o significado histórico desta obra ainda não era conhecido e quase todo o manuscrito foi perdido. Como tal, essas duas páginas são sobreviventes extremamente raras e fornecem uma visão sem precedentes sobre a criação do livro que mudou o mundo", explicou o curador do Darwin Online, John van Wyhe.

A divulgação das páginas acontece precisamente 161 anos após a publicação do livro, no dia 24 de novembro de 1859.


Novo processo de Reciclagem

Um novo processo de reciclagem promete reduzir significativamente o desperdício na produção de plástico. Por ano são produzidas cerca de 100 milhões de toneladas de termoplásticos.

Uma equipa de engenheiros da Universidade de Wisconsin-Madison descobriu um novo método para recuperar os polímeros dos termoplásticos usando solventes. Os resíduos plásticos são um sério problema para o ambiente, já que por ano são produzidas cerca de 100 milhões de toneladas de termoplásticos.

De acordo com o Tech Explorist, o método separa os polímeros num plástico comercial composto de materiais de polietileno, álcool etileno vinílico e tereftalato de polietileno. Os polímeros resultantes deste processo parecem ser quimicamente semelhantes aos originais.

Este novo processo de reciclagem pode reduzir drasticamente o desperdício resultante da produção de termoplásticos, que ronda os 40%. Os resultados do estudo foram publicados, na semana passada, na revista científica Science Advances.


Canibalismo observado pela primeira vez em espécie de macacos

Uma equipa de investigadores observou um caso de canibalismo em macacos-prego selvagens de cara branca. No estudo, os especialistas descrevem um incidente no qual membros desta espécie consumiram restos mortais de uma cria de 10 dias.

Como observam os investigadores, o canibalismo tem sido observado numa ampla variedade de animais, embora seja raro em mamíferos.

Contudo, enquanto realizavam pesquisas para um estudo sobre os capuchinhos-de-cara-branca no Parque Nacional Santa Rosa, na Costa Rica, viram um bebé de 10 dias cair de uma árvore. A mãe correu de imediato para o socorrer, mas não conseguiu reanimá-lo, pois quando chegou a cria já estava morta.

Perante esta situação, e de acordo com os relatos da equipa, a mãe afastou-se do bebé, deixando-o no chão da floresta. Poucos minutos depois, um macaco de dois anos aproximou-se do bebé morto e começou a mordiscar os seus dedos. Porém, o predador não estava sozinho, uma vez que foi acompanhado por uma fêmea alfa de 23 anos que também mastigou partes do corpo do bebé.

Segundo os especialistas, o canibalismo já foi observado em outros animais em épocas de escassez de alimentos, mas este não era o caso dos macacos que estavam a ser estudados. A equipa indica que na maioria das vezes, quando um jovem macaco-prego morre, a mãe o carrega para a floresta, longe de outros membros do grupo.

Neste caso especifico, a mãe era muito jovem e parecia não saber o que fazer quando descobriu que o seu filho estava morto - isso pode explicar a razão dos outros membros do grupo decidirem comê-lo, revela o Phys.

A equipa realça que o canibalismo é raro entre os primatas porque traz o risco de doenças, sendo que esta situação em macacos-prego foi observada pela primeira vez na espécie.

Notavelmente, o jovem macho e a fêmea mais velha não consumiram inteiramente a carcaça do bebé - depois de comer as suas mãos e as extremidades inferiores, os animais deixaram-na no chão da floresta. Em seguida, os especialistas retiraram o corpo para fins científicos.


Super-Relâmpagos

Os cientistas confirmaram em dois estudos separados a existência de super-relâmpagos que podem ser até mil vezes mais poderosos e mais brilhantes do que os raios comuns.

Os super-relâmpagos foram detetados pela primeira vez na década de 1970, quando se acreditava que podiam atingir até 100 vezes o brilho padrão de um raio convencional.

Agora, a análise das observações de satélite revelou que o impacto de um super-relâmpago pode produzir mais energia do que todos os painéis solares e turbinas eólicas nos Estados Unidos.

Investigadores do Laboratório Nacional de Los Alamos, pertencente ao Departamento de Energia dos Estados Unidos e localizado no estado do Novo México, avaliaram dados dos satélite operacional geoestacionário ambiental (GOES), que possuem um dispositivo conhecido como "Mapeador de Raios Geoestacionários", que representa um gráfico de relâmpagos e regista os flashes registados por satélites meteorológicos orbitais a cada dois milissegundos para eventos de relâmpagos que são 100 vezes mais brilhantes que a média.

Aproximadamente dois milhões de eventos foram descobertos nas observações que se enquadram nesses critérios.


Cientistas encontram novo minério em meteorito que veio da Lua

Chamado de donwilhelmsite, o novo minério pode ajudar os geólogos na busca por respostas sobre a formação da Lua.


Lusovenator santosi, um novo terópode da Lourinhã

Lusovenator (que significa "caçador português") é um género de dinossauro terópode carcarodontossauro , do Jurássico Superior (Kimmeridgiano) do Valmitão, concelho da Lourinhã e da Formação Lourinhã. Inclui uma espécie, Lusovenator santosi . Os vestígios conhecidos consistem no holótipo SHN.036 um esqueleto pós-craniano parcial preservando odontóide, intercentro atlantal, uma vértebra cervical, espinhas neurais cervicais isoladas, vértebras dorsais, fragmentos de vértebras sacrais, vértebras caudais, divisas, fragmentos de costelas cervicais e dorsais, ílio direito, ambos púbis e ísquios, que se pensa representar um indivíduo jovem, e o paratipo SHN.019," um esqueleto parcial representado por uma série de vértebras caudais articuladas e pés direitos quase completos.

O holótipo foi descoberto na década de 1980 por José Joaquim dos Santos na Lourinhã que doou a sua coleção de fósseis à Sociedade de História Natural cerca de trinta anos depois. O holótipo sem nome foi descrito e colocado no Allosauroidea em 2017. O neótipo foi descrito em 2019 e ambos os espécimes foram colocados dentro de Carcharodontosauria .


Duobrachium sparksae a nova espécie


Descoberta a mais longa sequência de supervulcões de todos os tempos

Os cientistas acreditam que esta "corrente transportadora" de magma, criada por mudanças no fundo do mar, disponibilizou espaço para a rocha derretida fluir durante milhões de anos.

Uma equipa de cientistas liderada por geólogos da Curtin University, na Austrália, descobriu que uma província vulcânica no Oceano Índico é a mais continuamente ativa do mundo, alimentada por uma "corrente transportadora" de magma em constante movimento.

De acordo com o SciTechDaily, as erupções ocorreram no sul do oceano Índico entre 122 milhões e 90 milhões de anos atrás, um período muito superior à duração máxima registada até agora, de um a cinco milhões de anos.

O fenómeno aconteceu no planalto de Kerguelen, um planalto quase três vezes maior do que o Japão e situado sob o sul do oceano Índico. Lá, acumulou-se uma grande quantidade de magma e lava, ou uma grande província ígnea. O fluxo durou 32 milhões de anos.

A equipa usou amostras de rochas negras basálticas retiradas do fundo do mar e aplicou um método de datação por isótopos de argão para determinar a propagação e ascensão da província ígnea, que se assentava no que é conhecido como pluma de manto, criada pelo magma ascendente.

Segundo os cálculos, o planalto de Kerguelen subiu anualmente cerca de 20 centímetros durante 30 anos. O estudo, publicado recentemente na Geology, sugere que este fenómeno ocorreu devido a uma pluma de manto cujos cumes de propagação lenta canalizaram o magma para cima.


Nova Espécie de Planta Encontrada na Costa Vicentina

Investigadores da Universidade de Évora e botânicos da Universidade de Oviedo, em Espanha, desenvolveram um estudo onde demonstraram uma nova espécie, claramente diferente de outra previamente identificada, a Apium repens, cuja área de distribuição é mais abrangente no território europeu.

A nova espécie de planta, designada Helosciadium milfontinum, restringe-se mundialmente a pequenas áreas da Costa Vicentina. Apresenta caules rastejantes e folhas lobadas, com margens dentadas. O conjunto de flores é semelhante às flores do agrião e floresce entre julho e agosto, frutificando no início do mês de setembro.

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Antigo fragmento do oceano Pacífico encontrado 640 quilómetros sob a China

Uma equipa de cientistas identificou um antigo pedaço do oceano Pacífico, estendendo-se durante centenas de quilómetros sob a China, enquanto é puxado para baixo na zona de transição do manto da Terra.

Esta laje rochosa que costumava revestir o fundo do oceano Pacífico é uma relíquia da litosfera oceânica, a camada mais externa da superfície da Terra, composta pela crosta e as partes mais externas sólidas do manto superior.

A camada superficial superior é composta por várias placas tectónicas fragmentadas, que se movem lentamente e se deslocam na superfície, ocasionalmente colidindo entre si.

Durante estas colisões, um processo geológico denominado subducção pode ocorrer, onde uma placa é forçada sob a outra em zonas de subducção, e acaba por ser empurrada cada vez mais fundo no planeta.

Cientistas da China e dos Estados Unidos testemunharam esse fenómeno a ocorrer em profundidades maiores do que antes. Anteriormente, os cientistas registaram lajes a profundidades de cerca de 200 quilómetros.

Agora, graças à rede gigante de mais de 300 estações sísmicas espalhadas pelo nordeste da China, os investigadores puderam ver o evento num ponto muito mais profundo, visualizando partes da placa tectónica que ficava sob o Oceano Pacífico a serem empurradas para o meio da zona de transição de nível, em profundidades que variam entre 410 e 660 quilómetros abaixo da superfície da Terra.

A equipa identificou duas descontinuidades de velocidade sísmica, regiões muito subterrâneas onde as ondas sísmicas encontram anomalias. Neste caso, foram encontradas duas anomalias, que a equipa diz estarem relacionadas com os lados superior e inferior da placa de mergulho.

"Com base em análises sismológicas detalhadas, a descontinuidade superior foi interpretada como a descontinuidade de Moho da laje subduzida", disse Qi-Fu Chen, geofísico da Academia Chinesa de Ciências, em comunicado. "A descontinuidade mais baixa é provavelmente causada pelo derretimento parcial da subplaca astenosfera sob condições hídricas na porção voltada para o mar da placa."

Embora a subducção da placa possa ser vista em processo sob a China, a zona de subducção em si fica a leste, com a laje a ser inclinada num ângulo relativamente raso de 25 graus para baixo.

"O Japão está localizado perto de onde a placa do Pacífico atinge cerca de 100 quilómetros de profundidade", disse Fenglin Niu, sismólogo da Rice University.

Graças às novas imagens, os cientistas estão perceber melhor acontece com uma laje subduzida quando atinge esta parte da zona de transição, incluindo o quão deformada fica e quanta água perde da sua crosta oceânica.


Nova espécie de osga na ilha de São Nicolau em Cabo Verde

Em comunicado, o instituto da Universidade do Porto explica que o estudo, publicado na revista científica ZOOTAXA e liderado pela investigadora Raquel Vasconcelos, descreve uma nova espécie de osga única do género Hemidactylus na ilha de São Nicolau, em Cabo Verde.

Segundo o instituto do Porto, todas as espécies de répteis nativas das ilhas de Cabo Verde "só ocorrem exclusivamente nesta região", sendo que algumas são "únicas" de determinadas ilhas.

Dada a sua raridade, ainda pouco se sabe sobre elas, revelando-se urgente desenvolver estudos que possibilitem um melhor conhecimento sobre a biodiversidade destes locais e adequar medidas para a conservação deste valioso património genético", acrescenta o instituto.


Vectaerovenator inopinatus - o T-Rex com sotaque britânico

Viveu há 115 milhões de anos, no período Cretáceo, teria até quatro metros de comprimento e está relacionado com o Tyrannosaurus rex. Investigadores da Universidade de Southampton acreditam ter descoberto uma nova espécie de dinossauro na Ilha de Wight, no Reino Unido. E tudo através de apenas quatro ossos. A investigação é relatada pela universidade em comunicado. Os ossos foram encontrados há cerca de um ano por três pessoas diferentes e em locais distintos na aldeia costeira de Shanklin. Pertencem ao pescoço, costas e cauda. A análise aos mesmos indica que podem pertencer a uma espécie de dinossauros Theropoda desconhecida. Até agora.


Leveduras produtoras de Biomateriais

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Hackear bactérias para produzir tecidos vegetais


As incríveis adaptações do mundo natural - Parte III


A caminho da sexta extinção

Infelizmente, nos dias que correm, a extinção das espécies não é apenas um fenómeno natural, mas também um fenómeno provocado directa ou indirectamente pelo Homem. A ação humana tem contribuído de forma preponderante para a diminuição do número de representantes de algumas espécies, tendo colocado algumas em risco de se extinguirem e levado mesmo outras à extinção completa. A extinção das espécies está a atingir um ritmo tristemente alucinante.

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Sobre os hábitos alimentares das plantas

Estudo científico recentemente publicado traz à luz novas informações sobre como algumas plantas se tornaram carnívoras.

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Planta com DNA de coelho pode reduzir poluição

Parece incrível, não?

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Novas para a Ciência e em risco de extinção

Uma equipa internacional de cientistas anunciou a descoberta de duas novas espécies (Tylototriton pasmansi e Tylototriton sparreboomi) e uma nova subespécie (Tylototriton pasmansi obsti) de anfíbios, no Vietname.

As espécies recém-descobertas neste país asiático já se encontram em perigo de extinção devido a uma ameaça tripla: a medicina tradicional, a perda de habitat e o comércio de animais exóticos na região.


Estudo português na capa da revista Science

A descoberta científica do gene que origina as diferenças de cores entre aves macho e fêmea, feita por investigadores da Universidade do Porto, é a capa da revista Science .

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A Biodiversidade

Para celebrar o Dia Internacional da Biodiversidade a Associação Portuguesa de Educação Ambiental realizou um webinar intitulado "Biodiversidade nas nossas vidas".


Diversidade genética do SARS-COV-2 em Portugal

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge disponibiliza informação sobre dos dados da sequenciação do genoma do novo coronavírus SARS-CoV-2. Estes dados permitem conhecer a sua diversidade genética, bem como a origem de alguns dos surtos que ocorreram em Portugal.

Acede aos referidos dados através do link.


O funcionamento da Anestesia Geral

Mais de 170 anos depois de ter sido utilizada pela primeira vez, o mecanismo de funcionamento da anestesia geral foi desvendado e está intimamente ligados aos lípidos da membrana plasmática.

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Oceanos profundos

Um novo estudo regista que, durante a formação da Terra, a maior parte da água se juntou ao núcleo de ferro fundido, criando "a maior reserva" do planeta.

Existem muitos estudos que comprovam que, sob os nossos pés, mais fundo que o fundo dos nossos mares e oceanos, existem grandes reservas de água... Ainda mais do que na superfície. Existem muitas evidências de que a água está "incorporada" nos minerais do manto, especialmente na zona de transição, entre 400 e 700 quilómetros de profundidade. Mas, a partir daqui, a Terra se torna relativamente "seca". No entanto, um novo estudo garante que haveria ainda mais água escondida dentro do nosso planeta, especificamente no núcleo, que poderia albergar o equivalente a mais de cinco oceanos.

A pesquisa, liderada por Yunguo Li, pesquisador associado da Faculdade de Matemática e Física da University College London, pode ser uma revolução não apenas em termos de saber quanta água o planeta alberga, mas quais foram suas origens. "Ainda existem grandes incertezas, mas é certo que há mais água abaixo da superfície." O estudo indica que o núcleo é a maior reserva de água da Terra, o que explica que essa substância estaria presente nos átomos do ferro derretido no núcleo. No entanto, a principal desvantagem dessa teoria é que, ao contrário do que acontece com o manto, é impossível obter uma amostra do centro da Terra. Pelo menos por enquanto.


As melodias do mar

Cientistas da Universidade de Hokkaido, no Japão, registraram, com a ajuda de caçadores esquimós, uma raridade: os sons emitidos por narvais, espécie de baleia conhecida pelo seu "chifre" - que, na verdade, é um dente, usado como presa, e que lhe rendeu o apelido de "unicórnio do mar". Os pesquisadores gravaram zumbidos, chamados e "assobios" que fornecem informações sobre o comportamento dessas criaturas tímidas e misteriosas.


Dados Climáticos e Biodiversidade

As alterações climáticas afetam cerca de nove milhões de espécies animais e vegetais em todo o mundo. É necessário protegê-las, o que implica acompanhar e compreender o impacto do clima nessas espécies.

"O mundo vivo é uma maravilha única e espetacular", ouve-se na voz de David Attenborough sobre um pano de fundo de imagens de vida selvagem num cenário de savana no ecrã. "Se agirmos já, ainda podemos salvá-lo", acrescenta o naturalista britânico e personalidade da televisão , referindo-se à forma como podemos ainda salvar e proteger os animais e as plantas que colocámos em perigo com séculos de impacto no mundo natural.

Os especialistas estimam que poderemos perder cerca de 18% das espécies vegetais do mundo, e 22% dos mamíferos, se a temperatura média global subir 2 °C até 2100. Sendo as alterações climáticas um dos principais motivos da perda de biodiversidade, os decisores políticos em busca de soluções de proteção têm de saber como diferentes cenários climáticos futuros afetarão as espécies. Seja como for, será que a nossa ciência e métodos estão a ajudar-nos de forma precisa a prever a forma como as espécies irão reagir às mudanças dos habitats e do clima?

São inúmeros os cientistas, laboratórios, startups e governos que desenvolvem atividades à distância e no terreno destinadas a compreender o comportamento do clima global e local, bem como a forma como este poderá mudar até ao final do século. Pelo menos um quarto do que se estima serem as 8,7 milhões de espécies do planeta poderá já estar a deslocar-se, advertiram especialistas, afastado dos seus habitats pelas alterações do clima e atividades humanas. Esses mesmos fatores podem levar à extinção de cerca de um milhão de espécies animais e vegetais nas próximas décadas, pode ler-se no relatório IPBES, estudo que realça também que as alterações climáticas suscitam cada vez mais riscos para as espécies, pois não agem isoladamente - as suas interações com as mudanças na utilização dos terrenos e a exploração excessiva dos recursos marinhos amplificam os efeitos negativos na fauna.

Não nos arriscamos apenas a perder essas espécies. A perda de biodiversidade pode afetar significativamente a nossa saúde se os serviços prestados pela natureza deixarem de se adequar ás nossas necessidades, adverte a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o desaparecimento das espécies vegetais, a menor diversidade genética das plantas pode tornar as culturas mais vulneráveis a pragas e doenças, prejudicando a segurança alimentar, tanto ao nível global como local; por outro lado, a reserva de plantas medicinais com potencial de proporcionar novos tratamentos para as doenças humanas poderá diminuir.

Cada espécie de plantas e animais floresce apenas em determinadas condições climáticas, no que cientistas designam por "envolvente climática". "Trata-se de uma zona de conforto", afirmou o Dr. Samuel Almond, responsável de aplicações climáticas do Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas Copernicus (C3S). Se a temperatura ou a precipitação se afastarem dessa zona, por exemplo, para uma árvore, e se essas espécies não se conseguirem adaptar às alterações, o seu crescimento e reprodução serão afetados". As mudanças do clima dos seus habitats podem afetar negativamente os mecanismos biológicos da fauna e das plantas, ou impeli-las a migrar para locais com condições semelhantes às que preferem. Outras espécies conseguirão adaptar-se e sobreviver nas condições alteradas.

Há também outros fatores que podem interferir. Frequentemente, as alterações climáticas não afetam diretamente a fauna, segundo o Dr. Mark Urban, professor associado na Universidade do Connecticut. "Muitos dos impactos climáticos sobre a biodiversidade ocorrem através de interações entre as espécies. O declínio de uma espécie pode não resultar da sua incapacidade de suportar o calor, mas talvez porque os seus alimentos estejam a desaparecer, ou porque existe um novo predador ou uma nova doença que chegou com as alterações da temperatura", afirmou o Dr. Urban à Euronews. "Poderemos querer focalizar-nos em espécies cruciais em determinadas redes alimentares, que são muitas vezes sensíveis às alterações climáticas. Essas espécies são frequentemente grandes predadores e, uma vez que desempenham um papel crucial no ecossistema, quaisquer impactos climáticos sobre elas terão um enorme efeito noutras espécies".

Segundo o Dr. Urban, "desconhecemos a qualidade das nossas previsões sobre as reações da biodiversidade às alterações climáticas. Estamos atualmente a utilizar correlações ou estatísticas para prever o futuro, as quais podem funcionar durante um período para algumas espécies, no entanto, quando enfrentamos algo mais complicado, essas previsões desmoronam-se muito facilmente. O desafio passa por melhorar as previsões: criar modelos utilizando a biologia em vez de estatísticas". O cientista sediado no Connecticut afirma que a inclusão dos processos naturais das espécies (ou seja, o nascimento, a morte ou a forma como se deslocam e a que distâncias) na modelação dos impactos climáticos sobre a biodiversidade dar-nos-á uma imagem mais ajustada do que o futuro reserva para milhões de espécies. Por outro lado, ajudar-nos-á a priorizar a proteção das espécies mais necessitadas. "Sem conhecermos quais as espécies que se conseguem adaptar e as que não, poderemos estar a usar um grande volume de recursos sobre as primeiras e a permitir o declínio de outras", afirmou o Dr. Urban. Contudo, existe cada vez mais informação climática que pode ajudar os investigadores e os decisores políticos a compreenderem as formas como as alterações climáticas podem redistribuir as espécies e os seus habitats. "Estamos a criar um conjunto de indicadores concebidos especificamente para que a comunidade interessada nos temas da biodiversidade o possa usar na modelação e na monitorização biológica", explicou o Dr. Almond, do C3S, sobre o Global Biodiversity Service.

"Os dados do Global Biodiversity Service analisam as condições climáticas previstas para as próximas décadas", afirmou o Professor Koen de Ridder do Instituto Flamengo de Investigação Tecnológica (VITO), que trabalha em estreita cooperação com o C3S no projeto. "Entre as dificuldades em associar os indicadores climáticos às espécies está o facto de o clima não ser o único fator que afeta a abundância das espécies e a adequação do habitat. Contudo, o IPBES prevê que, para muitas regiões e espécies, o clima se torne um fator dominante no futuro. É precisamente nesta área que o Global Biodiversity Service dá uma resposta, proporcionando uma perspetiva sobre o futuro do clima." Ridder explica que o serviço ajudará a comunidade envolvida nos temas da proteção e outros a medir melhor os riscos do clima sobre as espécies, bem como a incluir fatores climáticos nos projetos de proteção das espécies e a encontrar soluções para ameaças concretas, tais como determinar para onde deslocar espécies ameaçadas.

Os indicadores clima-biodiversidade do Global Biodiversity Service medem o impacto da temperatura, da precipitação e de outras variáveis terrestres, oceânicas e atmosféricas, não só nos alcances geográficos dessas espécies, mas também no seu grau de adaptação e reprodução, e nos serviços que prestam aos ecossistemas. Segundo o Dr. Almond, "todos os indicadores têm uma escala global, mas também produzimos projeções climáticas de nível local e regional". Segundo o C3S, os utilizadores poderão usar os 80 indicadores e incorporá-los nos seus próprios modelos. A plataforma pode também produzir mapas que mostram como as envolventes climáticas das espécies poderão evoluir desde a atualidade até 2100, se existir informação sobre a tolerância ambiental das espécies. "Um deles permitirá ver onde as espécies irão estar sob pressão, onde é mais provável que sobrevivam, quais as árvores suscetíveis às alterações climáticas e que tipos devem ser plantados para atenuar ou reforçar a adaptabilidade à mudança do clima", acrescentou o Dr. Almond.

Quando o serviço entrar em funcionamento no final de 2020, os cientistas do C3S terão já testado os dados relativos a espécies vegetais e animais espalhadas pelo mundo. "Temos estado a investigar a forma como as florestas tropicais da África Central se irão adaptar a alterações dos regimes de precipitação, ou como as mudanças da concentração do gelo marinho irão influenciar a proteção das focas no mar Báltico", afirmou o Dr. Almond. No Brasil, os especialistas estão a investigar as formas através das quais as condições climáticas podem afetar o alcance geográfico do mico-leão-de-juba-dourada, um primata ameaçado. "Uma análise baseada em indicadores climáticos ajustados ao caso mostrou que as condições climáticas futuras serão desfavoráveis para estes macacos nas áreas protegidas onde atualmente vivem", explicou o Prof. de Ridder. "Estes conhecimentos, em conjunto com outros tipos de informações, estão a ser usados na elaboração de planos de proteção da espécie".

Seguir a forma como as espécies migratórias reagem às alterações climáticas é outra missão complexa. Uma aplicação explora a ligação entre as datas de migração das aves e as variáveis climáticas. O seu âmbito de estudo é a Europa, com espécies importantes como a cegonha-branca ou o milhafre-preto, combinando dados disponibilizados por projetos científicos de cidadãos com dados de observação terrestre do C3S. "Os dados recolhidos em iniciativas como a eBird em conjunto com imagens de satélite de alta resolução recentemente adquiridas constituem uma ferramenta poderosa e económica para monitorizar aves migratórias e outras espécies no longo prazo", comentou Juan Arevalo, diretor executivo da Randbee Consultants, uma empresa que produz análises de dados para efeitos de política ambiental. Segundo ele, "a identificação dos impactos das alterações climáticas em espécies bioindicadoras como as aves migratórias permite-nos compreender melhor os efeitos sobre os ecossistemas e a tomar as decisões de gestão mais adequadas para as proteger".

As alterações climáticas interagem também com outras ameaças que as espécies enfrentam, realça o Dr. Urban, o que torna fundamental criar modelos da forma como essas espécies podem reagir à combinação dessas mesmas ameaças. No que toca ao reforço da precisão das previsões da biodiversidade, Urban está esperançoso, estabelecendo um paralelo com os avanços significativos nas previsões climáticas. "O modelo original de que dispúnhamos era bastante fraco. Contudo, passo a passo, os cientistas climáticos recolheram as informações, criaram um sistema de monitorização global e identificaram os mecanismos e processos que teriam de incluir; assistimos a aumentos drásticos da exatidão preditiva e da capacidade de efetuar a reconstituição (hindcasting) do clima. Estamos a falar da mesma coisa na biologia, mas a diferença é que pretendemos fazer previsões sobre milhões de espécies." A escolha das espécies sobre as quais elaborar previsões para utilizar plataformas como a do C3S vem acompanhada de dilemas. Até agora, o serviço de biodiversidade do C3S foi usado com espécies que constam da agenda da comunidade envolvida nas questões da biodiversidade. O Dr. Urban diz que o enfoque em espécies que se prevejam ameaçadas é crucial para as proteger, mas é necessário não perder de vista as que podem estar em risco no futuro. "Agora que compreendemos melhor as alterações climáticas, temos de entender quais são, de facto, esses impactos na biodiversidade, e encontrar formas de os atenuar", segundo o Dr. Urban. "Na verdade, tal reduz-se a uma questão de recursos. Estamos a tentar chamar a atenção mundial para o facto de este ser um tema verdadeiramente crítico. Seria uma pena perder um grande número de espécies devido às alterações climáticas, pois elas são fundamentais para a nossa saúde, a nossa economia e até para a nossa cultura."


Nova "cara" da Poluição

A descoberta aconteceu a 6900 metros de profundidade, na Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico. O local, situado entre o Japão e as Filipinas, é um dos lugares mais profundos do planeta.

O anfípode (pequeno crustáceo) foi descoberto por investigadores da Universidade de Newcastle. No corpo do crustáceo encontraram tereftalato de polietileno (PET), uma substância encontrada em utensílios domésticos de uso comum, como garrafas de água e roupas de ginástica. Por causa do plástico que ingeriu, a nova espécie foi oficialmente nomeada de Eurythenes plasticus. A pesquisa, apoiada pela World Wide Fund for Nature (WWF), foi publicada hoje na revista científica Zootaxa.


Monstro sem Cabeça filmado pela primeira vez

Pela primeira vez um exemplar de Enypniastes Eximia, uma espécie marinha de grande profundidade conhecida como o "monstro sem cabeça", foi filmada no oceano Antártico. Esta rara criatura das profundezas ainda só havia sido registada em vídeo antes nas águas do Golfo do México foi agora descoberta a leste da Antártida com recurso a um sistema de camaras submergíveis desenvolvido pela Divisão Australiana da Antártida para a pesca comercial à linha de profundidade.

Os dados recolhidos por este sofisticado sistema de vídeo está a ser disponibilizado para o organismo internacional de gestão do oceano Antártico, a Comissão para a Conservação dos Recursos Marinhos Vivos do Antártico.


Leveduras produtoras de biomateriais

Dá vontade de dizer "What a wonderful world", não?


O Homem e o Ciclo do Carbono

A atividade humana produz, anualmente, até 100 vezes mais dióxido e monóxido de carbono do que todos os vulcões da Terra. De acordo com os investigadores do Deep Carbon Observatory, as emissões de carbono para a atmosfera produzidas por nós ultrapassam largamente as dos vulcões, cujo gás libertado é, muitas vezes, apontado como um grande contribuidor para o aquecimento global. O estudo refere que apenas duas décimas de 1% do carbono existente na Terra se encontram na superfície dos oceanos, na atmosfera e no solo. O restante está na crosta, no manto e no núcleo do nosso planeta, e dá pistas aos cientistas sobre como a Terra se formou, há 4,5 mil milhões de anos. As emissões vulcânicas são uma parte pequena mas importante do ciclo global do carbono. A quantidade deste gás  libertada pelo Homem nos últimos 10 a 12 anos, segundo os cientistas, é a equivalente à que foi emitida há 66 milhões de anos, quando caiu um grande meteorito na Terra e que levou à extinção de três quartos da vida na Terra - incluindo os dinossauros.


Quente ou frio?

Reconstituição de um ovo de dinossauro carnívoro
Reconstituição de um ovo de dinossauro carnívoro

A questão da temperatura corporal dos dinossauros foi sempre assunto de debate entre os paleontólogos. Os dinossauros - frequentemente retratados como seres semelhantes a répteis, ou seja, de sangue frio - podem, afinal, ser criaturas de sangue quente. 

Os resultados, publicados na revista Science Advances, foram obtidos através de um método que analisa a composição química de fósseis das cascas de ovo de três tipos de dinossauros: o Troodonte, um carnívoro da família dos Tiranossauros; o Maiassauro, um herbívoro, e o Hipselossauro, um dinossauro de 8,2 metros que habitavam a Europa há 70 milhões de anos. 

O método utilizado pela equipa de cientistas chama-se "paleotermometria isotópica agrupada" e baseia-se no facto de a ordem de átomos de oxigénio e dióxido de carbono de um fóssil de casca de ovo ser determinado pela temperatura. Assim que essa ordem é descoberta, é possível saber qual a temperatura corporal de um dinossauro fêmea. 

As amostras recolhidas sugeriram ainda que as temperaturas do corpo dos dinossauros eram mais quentes do que o ambiente em que estavam inseridos. Por outras palavras, este grupo de seres vivos era endotérmica.


Mapeando o cérebro do coração

Mapa tridimensional do sistema nervoso intracardíaco
Mapa tridimensional do sistema nervoso intracardíaco

A comunidade científica já sabia da existência de um sistema nervoso intracardíaco, composto por uma camada de neurónios sobre o coração, que regula várias funções cardíacas, mas o seu conhecimento era ainda bastante rudimentar. Porém, uma equipa da Universidade Thomas Jefferson, nos EUA, conseguiu replicar em três dimensões a sua estrutura, algo que será essencial para se perceber melhor o seu funcionamento.

O mapeamento foi feito num coração de rato de cobaia e o que criaram, dizem, "é o primeiro mapa exaustivo do sistema nervoso do coração que pode ser usado como referência por outros investigadores para responder a perguntas sobre a função, fisiologia e conectividade de cada neurónio".

O mapa 3D mostra que o 'cérebro' do coração se localiza em nuvens na parte de cima do órgão, junto das veias e artérias, e que existe também em outros locais, como no nó sinusal. 

O plano dos investigadores é agora mapear o coração de um porco, que se assemelha mais ao humano.

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Vulcanismo em Vénus

Planeta Vénus
Planeta Vénus

Cientistas cruzaram dados de laboratório com medições de uma sonda da ESA e descobriram que Vénus pode ter vulcões ativos como a Terra.  

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Tubarões que andam

Investigadores da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriram quatro novas espécies de tubarões que andam. O fenómeno acontece porque os animais usam as barbatanas para andarem no fundo do mar. O estudo realizado em parceria com o Museu de História Natural da Flórida, nos EUA, o Instituto Indonésio de Ciências e a Commonwealth Scientific and Indistrial Research Organization, durou 12 anos e concluiu que estes tubarões são os principais predadores quando a maré está baixa por conseguirem andar águas muito rasas.


O acordar do Monte Merapi

O vulcão do Monte Merapi, na Indonésia, entrou novamente em erupção. As autoridades alertaram a população para não se aproximar a menos de 3 km do pico do vulcão.  


O que nos dizem os Martemotos?

Planeta Marte
Planeta Marte

Os dados da sonda da NASA InSight, publicados na revista Nature Geosciencemostram que Marte é um planeta geologicamente activo e que os seus sismos - designados "martemotos" - têm uma magnitude entre os dois e os quatro graus.

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O último da sua espécie

Investigadores do Arquivo Nacional de Filmes e Sons da Austrália descobriram numa passagem de um documentário, conhecido por Tasmania The Wonderland, as imagens do último tigre da Tasmânia ainda vivo. O vídeo remonta a 1935, estimam os arquivistas. No filme agora recuperado, o exemplar da espécie, entretanto extinta, surge a circundar numa jaula. As imagens terão sido captadas num jardim zoológico de Hobart, na ilha da Tasmânia, que entretanto também desapareceu. O animal, que era o último da espécie que se sabia estar em cativeiro, viria a morrer em setembro de 1936.


E.T. phone home

Fast
Fast

A China anunciou que vai colocar o Five-hundred-meter Aperture Spherical Telescope, ou FAST, ao serviço da busca por alienígenas. As autoridades chinesas lembram que o radiotelescópio entrou em funcionamento em janeiro deste ano e salientam que, a partir de setembro, o aparelho vai ser usado para detetar sinais extraterrestres, em paralelo com as suas tarefas atuais. A equipa já sabe onde se vai focar, tendo alguns "sinais interessantes" em vista. Aguardaremos expectantes até setembro.


A velocidade da morte

Células em apoptose
Células em apoptose

Investigadores da Universidade de Stanford (EUA) acreditam que as células morrem a uma velocidade de, aproximadamente, 30 micrómetros por minuto, o equivalente a dois milímetros por hora.

Para a realização da investigação, publicada na revista científica Science, os biólogos James Ferrel e Xianrui Cheng utilizaram ovos de rã intactos e descobriram a velocidade a que essas células se autodestroem para dar lugar a células novas - acontecimento conhecido por apoptose, ou morte celular programada.

Saber a velocidade da morte das células parece desnecessário em termos práticos, mas a verdade é que esta informação pode ajudar a curar doenças como cancros (destruir células cancerígenas) ou a combater doenças progressivas e degenerativas como a Alzheimer.

Segundo os cientistas, o próximo passo é estudar e analisar outros contextos biológicos em que estas ondas de choque ocorrem, de forma a encontrar soluções para doenças em que é necessário manter células vivas ou vice-versa.

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As incríveis adaptações do mundo natural - Parte I


Tomtato

A empresa britânica Thompson & Morgan lançou no mercado uma planta que produz batatas e tomates, chamada Tomtato. Curioso, não?

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Tomtato
Tomtato

Uma quimera

Investigadores espanhóis produziram num laboratório na China uma quimera humana e de macaco para estudar o processo de produção de órgãos humanos para transplante. Os seres não chegaram a nascer. 

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Um diamante ainda mais especial

Foi encontrado e extraído a 700 quilómetros de profundidade um diamante contendo vestígios de um mineral - a perovskita.

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Mycobacterium tuberculosis e os seus segredos

A tuberculose é uma doença infeciosa geralmente causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. A tuberculose afeta geralmente os pulmões, embora possa também afetar outras partes do corpo. A maioria das infeções não manifesta sintomas, sendo nesses casos denominada tuberculose latente. Cerca de 10% das infeções latentes evoluem para tuberculose ativa. Se não for tratada, a tuberculose ativa causa a morte a metade das pessoas infetadas. Os sintomas clássicos da tuberculose ativa são tosse crónica com expulsão de sangue, febre, suores nocturnos e perda de peso. Agora, a descoberta da estrutura da proteína essencial desta bactéria pode levar ao desenvolvimento de novos fármacos de combate à tuberculose. 

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Mycobacterium tuberculosis
Mycobacterium tuberculosis

Um mundo de gigantes

Os saurópodes são um grupo de dinossauros que evoluíram durante o Triássico, sobrevivendo até ao Cretácico, estando entre os animais de maior sucesso que já habitaram a Terra. Os dinossauros saurópodes são dos dinossauros mais intrigantes e famosos, caracterizados por um pescoço longo, cauda e corpo enormes. Entre eles podemos encontrar o Dreadnoughtus schrani, o maior animal terrestre que já existiu. Tinha um comprimento total de aproximadamente 26 metros e uma massa estimada em 59 toneladas. O Dreadnoughtus schrani é conhecido dos depósitos de rochas do sul da Patagónia, na Argentina, que datam de cerca de 77 milhões de anos atrás, durante o final do Período Cretácico (cerca de 100 a 66 milhões de anos atrás). É classificado como um titanossauro, um grupo que inclui os famosos Argentinossaurus, Saltasaurus e outros dinossauros gigantescos semelhantes.

Dreadnoughtus schrani
Dreadnoughtus schrani

Um Parque Jurássico à beira-mar plantado

Os paleontólogos descobriram na Lourinhã uma diversidade inesperada de dinossauros herbívoros raros, os ornitópodes, encontrando evidências para novas espécies ainda não batizadas.Os dinossauros herbívoros, como saurópodes e estegossauros, são comuns no Jurássico Superior de Portugal, há cerca de 150 milhões de anos, e no resto do mundo. Contudo, há um terceiro tipo de herbívoros menos conhecido, muito menos comum nessa época: os dinossauros bípedes denominados ornitópodes. Os fósseis dos ornitópodes jurássicos são muito escassos, mas os cientistas suspeitam que esse grupo terá sido realmente muito mais diverso do que se pensa. Desses, o ornitópode mais completo, e maior encontrado em Portugal, é o Draconyx loureiroi, um animal que em vida teria mais de 800 kg e que está atualmente exposto no Dinoparque Lourinhã. Vale a pena a visita!
Draconyx loureiroi
Draconyx loureiroi

Missão cumprida Falcon 9

O fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, falou com os repórteres depois de a empresa ter conseguido lançar com sucesso a sua primeira missão tripulada. O lançamento de dia 30 de Maio levou os astronautas Bob Behnken e Doug Hurley à Estação Espacial Internacional com sucesso, com o Falcon 9 ter conseguido aterrar como havia sido planeado. 

A notícia completa encontra-se no link.

Lançamento do Falcon 9
Lançamento do Falcon 9

O nosso Sol poderá estar a acordar

A NASA detetou no dia 29 de maio a maior erupção solar desde 2017. A erupção em questão foi considerada como pertencendo à categoria M, a segunda mais forte. 

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A beleza do Cosmos

A NASA resolveu iniciar a semana com a partilha de uma fotografia da Nebulosa Laguna, uma região de formação de estrelas a cerca de 5 mil anos-luz de distância do nosso planeta. Vale a pena dar uma olhadela.

Nebulosa Laguna
Nebulosa Laguna

Nova Zelândia escaldante

A Nova Zelândia situa-se no topo dos restos de uma pluma vulcânica gigante. Este processo é o responsável pela atividade vulcânica e desempenha um papel fundamental no funcionamento do nosso planeta. 

Para saberes mais, consulta o link da notícia.


E Einstein tinha razão... Mais uma vez

Observações levadas a cabo com o Very Large Telescope do ESO (VLT) revelaram, pela primeira vez, que uma das estrelas em órbita do buraco negro supermassivo situado no centro da Via Láctea se desloca tal como previsto pela Teoria da Relatividade Geral de Einstein. A sua órbita apresenta a forma de uma roseta e não a de uma elipse como previsto pela Teoria da Gravitação de Newton. Este resultado, procurado há muito tempo, foi possível graças a medições cada vez mais precisas, executadas durante 30 anos, que permitiram aos cientistas desvendar os mistérios do monstro que se esconde no coração da nossa Galáxia. 

Sabe mais acedendo ao link da notícia.

Um dos telescópios do VLT apontando um feixe laser para o centro da Via Láctea
Um dos telescópios do VLT apontando um feixe laser para o centro da Via Láctea

A besta mesozóica de Madagáscar

Adalatherium hui, um mamífero "novo e bizarro" tinha o tamanho de um gato e viveu entre os últimos dinossauros. Acede à notícia completa seguindo o link ou consulta o artigo científico publicado na revista Nature.

Adalatherium hui - Representação do esqueleto e reconstituição
Adalatherium hui - Representação do esqueleto e reconstituição

As zebras e as suas famosas riscas

Sabias que as zebras são pretas com riscas brancas e não brancas com riscas pretas? Além disso parece que já se conhece a função das riscas na sua pelagem. Segue o link para acederes à notícia completa ou consulta o site da National Geographic para informação adicional.

Zebra na savana africana
Zebra na savana africana

Afinal o rio Nilo é mais antigo do que o que se pensava

Um grupo internacional de cientistas que estudou diferentes sedimentos do rio, incluindo as rochas vulcânicas da região planáltica da Etiópia, e depois fez simulações computacionais para traçar a vida do rio até ao passado mais longínquo, contabilizou agora pela primeira a idade do Nilo - uns 30 milhões de anos, seis vezes mais do que se pensava.

Acede à notícia completa através do link.


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